O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, esta segunda-feira, dia 24, ter negociado com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um acordo envolvendo o fim da reeleição presidencial.

A declaração veio após informações de que integrantes da campanha de Flávio teriam procurado Tarcísio para propor um pacto. Segundo o que foi divulgado, a ideia envolveria o fim da reeleição para Presidente da República, medida que já valeria para um eventual mandato de Flávio caso ele fosse eleito em 2026. Em contrapartida, Tarcísio teria maior participação na campanha presidencial.

Questionado sobre a possível negociação, Flávio negou que tenha feito esse pedido e afirmou que não precisa de um acordo formal para manter Tarcísio ao seu lado. “Eu não preciso de pacto com o Tarcísio para a gente caminhar junto. Nós sempre caminhamos juntos e é assim que a gente vai continuar”, afirmou.

Flávio, no entanto, confirmou que defende o fim da reeleição e lembrou que já apresentou uma proposta nesse sentido. Para o candidato, a mudança deveria impedir que o Presidente da República pudesse disputar um segundo mandato consecutivo.

O candidato também afirmou que mantém uma relação próxima com Tarcísio e disse estar satisfeito com a participação do governador na campanha. Segundo Flávio, os dois mantêm contacto direto e não precisam de intermediários para conversar.

A declaração acontece num momento de definição das alianças da direita para as eleições de 2026. Tarcísio é uma das principais lideranças do campo conservador e tem peso político em São Paulo, enquanto Flávio tenta consolidar a sua candidatura à Presidência e reunir diferentes grupos da direita em torno do seu nome.

Além de negar ter cobrado maior empenho de Tarcísio, Flávio afirmou que pretende conquistar já na primeira volta eleitores de outros candidatos da direita, como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Para o candidato, o principal adversário na disputa presidencial é o atual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.