O Banco Central brasileiro estuda novas medidas de segurança para transferências de elevado valor realizadas através do Pix durante a madrugada. Uma das propostas prevê que os bancos possam reter o dinheiro durante um período máximo de 72 horas antes de o crédito se tornar definitivo.

A medida destina-se a permitir uma análise mais detalhada das operações suspeitas, sobretudo nas horas em que as instituições financeiras mantêm equipas de controlo reduzidas. Caso sejam encontrados indícios de fraude, a transferência poderá ser bloqueada ou revertida antes de o dinheiro desaparecer noutras contas.

O Banco Central analisa igualmente a criação de um indicador de probabilidade de fraude, apoiado por inteligência artificial. Cada operação receberia uma classificação de risco baseada no valor, horário, histórico do utilizador, dispositivo utilizado e comportamento das contas envolvidas.

O Pix tornou-se o principal meio de pagamento do Brasil, mas a sua rapidez também é explorada por redes criminosas. As autoridades procuram aumentar a proteção sem eliminar a característica de transferência imediata que explica o sucesso do sistema.