A Fujifilm Portugal encerrou o ano fiscal de 2025, terminado em março, com uma faturação de 60 milhões de euros, o que representa um crescimento de 8% face ao exercício anterior. Os números foram avançados à agência Lusa por Pedro Mesquita, diretor-geral da empresa em Portugal.

A área da saúde continua a ser o principal motor do negócio da tecnológica japonesa no mercado nacional, representando cerca de 52% da faturação. A empresa atua sobretudo no segmento do diagnóstico por imagem e pretende reforçar a sua aposta neste setor. “Operamos nesta área, no mercado nacional, como uma subsidiária do grupo e, portanto, temos a responsabilidade de trazer para o mercado a tecnologia que a Fujifilm desenvolve e os produtos associados, e as soluções associadas”, destacou. “É uma área de crescimento”, salientou Pedro Mesquita, indicando que a empresa quer “continuar a diversificar e também seguir a estratégia de crescimento da empresa, que também está muito focada na saúde”.

Outro dos marcos do último exercício foi o regresso da Fujifilm ao retalho, através da abertura de uma flagship store na baixa do Porto, num investimento de cerca de 500 mil euros. A aposta segue um conceito já implementado em cidades como Londres e Barcelona. “Voltámos ao retalho, uma coisa que nós temos na nossa carga genética, de estar em contacto com o cliente final”, indicou, realçando que o formato é “completamente diferente, muito focado no que é tecnologia Fuji”. Segundo o responsável, a escolha da cidade invicta está relacionada com o crescimento do turismo e com a estratégia de reforço da visibilidade da marca. “Uma cidade onde o turismo tem crescido imenso”, referiu, acrescentando que esta aposta “aumenta a notoriedade da marca”.

A empresa prepara agora um novo investimento em Vila Nova de Gaia, onde possui um centro de reparação de endoscópios e câmaras digitais. O projeto prevê a expansão da área dedicada aos endoscópios para mais de mil metros quadrados e a contratação de entre 15 e 20 novos colaboradores durante este ano. “Temos um centro de reparação de endoscópios e câmaras digitais”, referiu Pedro Mesquita, acrescentando que estão a trabalhar na “expansão do centro de reparação de endoscópios”. “Vamos ficar com uma área de cerca de mais de mil metros quadrados só dedicada à reparação de endoscópios e esperamos em dois, três anos, duplicar o nível de reparações que estamos a fazer hoje para o grupo”, indicou.

Sobre o atual contexto internacional, Pedro Mesquita reconheceu que a instabilidade geopolítica e a subida dos custos dos combustíveis representam desafios para a atividade empresarial. “Os custos logísticos aumentam drasticamente” e, essencialmente, “a instabilidade, a instabilidade dos mercados financeiros, não é boa para ninguém”. “Portanto, isto afeta a atividade das empresas, leva a que as pessoas, as empresas redirecionem estratégias, olhem para outros mercados, para isso é preciso capacidade de atuar rapidamente”, rematou.