A Galp conquistou esta quarta-feira, em consórcio com a norueguesa Equinor, o bloco Rodocrosita, na Bacia de Santos, no maior leilão de áreas do pré-sal brasileiro realizado em regime de partilha. A petrolífera portuguesa fica com 30% e a Equinor com 70%.
O consórcio ofereceu ao Estado brasileiro 15,52% do excedente em petróleo, um prémio de 494,64% face ao mínimo exigido e o mais alto de toda a ronda, cuja média ficou em 108,38%. Neste modelo, ganha quem oferecer ao Estado a maior fatia do petróleo que sobra depois de pagos os custos de produção.
No leilão, promovido no Rio de Janeiro pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram atribuídos sete dos 13 blocos em oferta, nas bacias de Santos e de Campos, o número mais alto de sempre num ciclo de partilha. Nenhum teve disputa. Além da Galp e da Equinor, que levou ainda sozinha o bloco Rubi, venceram a Petrobras, a Prio e as chinesas CNOOC e Sinopec. Seis blocos ficaram sem propostas.
O governo federal arrecadou 530,47 milhões de reais (cerca de 95,1 milhões de euros) em bónus de assinatura, menos de metade dos 1,24 mil milhões de reais possíveis se todas as áreas tivessem sido atribuídas. O investimento exploratório mínimo previsto é de 778,43 milhões de reais (cerca de 139,6 milhões de euros).
A assinatura dos contratos está prevista para 26 de fevereiro de 2027. O Brasil tem sido, nos últimos anos, o principal motor de crescimento e de investimento da Galp.

















