A Galp e a espanhola Moeve encerraram definitivamente as negociações para a fusão dos negócios de refinação e distribuição de combustíveis na Península Ibérica. O fracasso da operação, que poderia criar um dos maiores operadores energéticos europeus, foi confirmado esta segunda-feira, dia 26, pela petrolífera portuguesa, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As conversações, iniciadas após um acordo não vinculativo anunciado a 8 de janeiro, esbarraram em divergências comerciais e operacionais que impediram um entendimento entre as partes.

O projeto previa a integração da refinaria de Sines com duas unidades espanholas da Moeve, numa empresa conjunta em que a Galp teria uma participação superior a 20%. Estava igualmente prevista a união das redes de postos de abastecimento ibéricos, através de uma sociedade detida em partes aproximadamente iguais.

"Apesar de todos os esforços desenvolvidos, não foi possível alcançar um acordo", lamentou Paula Amorim, presidente do conselho de administração da Galp.

A empresária reconheceu que a operação representava uma oportunidade de elevado potencial, mas sublinhou que as partes não conseguiram atingir o "alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo".

As divergências, segundo o ECO, terão resultado de exigências da Moeve que Paula Amorim não aceitou.

Apesar do desfecho, a responsável garante que a Galp mantém uma posição financeira sólida e capacidade para continuar a investir e crescer. O anúncio provocou uma forte reação negativa na bolsa, com as ações da petrolífera a registarem uma queda acentuada.