Jared Kushner, genro e enviado especial do Presidente norte-americano, reuniu-se no Egito com uma delegação do Hamas, num raro contacto direto destinado a desbloquear o frágil plano de paz para Gaza. O encontro terá contado com a presença de Khalil al-Hayya, novo dirigente do movimento palestiniano.
A proposta, composta por 15 pontos, prevê o desarmamento do Hamas e a retirada progressiva das forças israelitas da Faixa de Gaza. O principal obstáculo está na ordem dos acontecimentos: o Hamas exige que Israel termine primeiro a campanha militar, enquanto o Governo de Benjamin Netanyahu recusa qualquer retirada antes da entrega de todas as armas.
Kushner reuniu-se igualmente com o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, defendendo o cumprimento das obrigações assumidas no cessar-fogo. O enviado norte-americano deverá agora deslocar-se a Jerusalém, acompanhado pelo antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair e por outros responsáveis envolvidos nas negociações.
Netanyahu já rejeitou os termos atuais do plano e insiste que o Hamas deverá entregar armamento pesado e ligeiro. Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos e outros países alertam que a posição israelita pode comprometer os esforços para alcançar uma paz duradoura.

















