Gilberto Gil, de 84 anos, regressa a Lisboa com 'Amor Azul', ópera criada em parceria com o maestro e compositor italiano Aldo Brizzi, e deseja conquistar o público português com uma obra que cruza diferentes universos musicais. "Espero que encontrem ali algo que lhes desperte o entusiasmo, o gosto, a apreciação da música e da poesia, da dramaturgia, tudo o que caracteriza uma ópera”, diz à Lusa.
Inspirada no poema indiano 'Gita Govinda', do século XII, de Jayadeva Goswami, a ópera em dois atos conta a história de amor entre o deus Krishna e a mortal Rada e apresenta músicas inéditas. Gil descreve 'Amor Azul' como “um trabalho de mescla, de amálgama”, no qual a música popular brasileira convive com “ecos da música indiana” e da música clássica.
No dia 10 de outubro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, Gilberto Gil, que já declarou o seu apoio político a Lula da Silva nas presidenciais brasileiras, será acompanhado pelo Núcleo de Ópera da Bahia, pela Lisbon International Symphony Orchestra e pelo Coro Phydellius, sob direção de Aldo Brizzi.
O histórico músico baiano aproveitou ainda para sublinhar a relação especial que mantém com Portugal. “A relação do artista, do músico brasileiro com Portugal tem sido, ao longo da história, uma relação muito intensiva, muito profunda”, afirmou. Para Gil, a língua e a história comuns, marcada pela presença portuguesa no Brasil, criaram “uma proximidade muito grande entre o Brasil e Portugal”, particularmente evidente na música.
'Amor Azul' estreou-se em versão de concerto em Paris, em dezembro de 2022. Sobre o encontro agora com o público português, Gilberto Gil deixou um desejo simples: “Espero que desfrutem.”

















