Uma garrafa de cerveja Guinness com 162 anos foi encontrada por dois mergulhadores nos destroços de um navio naufragado no Canal da Mancha, ao largo da costa britânica. A descoberta foi feita por Stefan Panis, de 47 anos, durante uma exploração às ruínas do navio 'Mindoro'. A garrafa estava na zona de carga e, apesar de ter passado mais de um século e meio no fundo do mar, mantém a tampa em bom estado e o rótulo da marca ainda é perfeitamente visível.
Panis e o colega de mergulho, Eddie Huzzie (68), decidiram enviar amostras da garrafa para microbiologistas da KU Leuven, na Bélgica, para determinar se a bebida poderá ainda ser consumida. Segundo Huzzie, existe a possibilidade de a cerveja ter permanecido protegida ao longo dos anos, mas tudo dependerá de saber se a água do mar conseguiu entrar na garrafa através da rolha. Caso isso não tenha acontecido, os mergulhadores acreditam que a bebida poderá, pelo menos em teoria, continuar potável.
A descoberta já foi comunicada à Diageo, empresa responsável pela produção da Guinness. Um porta-voz da companhia considerou que achados deste género oferecem uma visão fascinante sobre o passado e ajudam a compreender melhor o património da marca. A empresa está agora a recolher informações para avaliar a importância e o eventual valor histórico da garrafa, enquanto os resultados laboratoriais poderão revelar se, 162 anos depois, ainda seria possível brindar com esta Guinness.

















