A inflação em Angola recuou para 9,33 por cento em julho, regressando a um dígito pela primeira vez desde 2014 e confirmando a trajetória de desaceleração dos preços iniciada em 2025. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a taxa homóloga caiu 0,78 pontos percentuais face a junho e está agora 10,15 pontos abaixo do nível registado há um ano.
A evolução tem sido praticamente contínua desde janeiro, quando a inflação se situava nos 14,56 por cento. Seguiram-se 13,35% em fevereiro, 12,42% em março, 11,58% em abril, 10,88% em maio e 10,11% em junho.
Apesar da melhoria global, persistem fortes diferenças entre categorias. A Educação registou a maior subida homóloga, de 25,24%, enquanto Alimentação e Bebidas Não Alcoólicas avançaram 10,40 por cento, continuando a exercer forte pressão sobre os orçamentos familiares.
Também existem diferenças regionais significativas. Cabinda apresenta a inflação mais elevada, com 13,09%, seguida de Malanje, com 12,01%, e Lunda Sul, com 11,40%. No extremo oposto, o Cuando regista 6 por cento.
A descida para um dígito constitui um sinal relevante de estabilização da economia angolana, embora o custo dos bens essenciais continue a pesar no quotidiano das famílias.

















