A inflação norte-americana voltou a dar sinais de abrandamento em julho, reforçando as expectativas de que a Reserva Federal mantenha as taxas de juro inalteradas na reunião de setembro. Os preços no consumidor aumentaram apenas 0,1% face a junho e a inflação homóloga ficou em 3,4%, depois de ter atingido 4,2% em maio.

Apesar da desaceleração, a inflação continua bastante acima da meta de 2% da Fed e os salários não estão a acompanhar totalmente a subida do custo de vida: a remuneração média por hora no setor privado avançou 3,2% em termos anuais. A evolução dos preços da energia continua também a constituir uma ameaça para os próximos meses.

Wall Street reagiu positivamente aos números. O S&P 500 terminou a sessão de 12 de agosto a subir 0,26%, acumulando já uma valorização próxima de 13% desde o início do ano. As empresas ligadas à inteligência artificial estiveram entre as maiores beneficiadas: a CoreWeave disparou 19%, a Nebius 34%, enquanto Nvidia avançou 3%. Os investidores interpretaram os dados como mais um argumento contra uma subida de juros em setembro.