O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, admite participar na criação de um novo partido político de centro, capaz de romper com a atual dinâmica partidária. O autarca revelou ter sido contactado por personalidades ligadas ao PSD, PS e CDS-PP, mas ainda não decidiu se avançará com o projeto.

A Marisa Caetano Antunes, no seu espaço semanal no NOW, Isaltino Morais confirmou estar a avaliar a possibilidade de contribuir para o nascimento de uma nova força política, de orientação moderada, reformista e social-democrata.

"Falei nisso, na necessidade de um partido moderado. A partir daí, toda a gente pergunta se sou eu que vou avançar e que estão disponíveis", afirmou, revelando a existência de contactos provenientes de diferentes quadrantes políticos: "É preciso realmente pessoas moderadas."

O autarca, uma das figuras mais reconhecidas do poder local português, não esclareceu se pretende assumir a liderança da iniciativa, mas mostrou-se convicto de que o aparecimento de uma nova formação centrista é inevitável.

Isaltino defende um partido com "uma matriz pragmática, reformista, social-democrata", capaz de ultrapassar divisões ideológicas e de defender a regionalização "sem preconceitos".

A proposta surge acompanhada de uma crítica à incapacidade de entendimento entre os dois maiores partidos portugueses. "Se o PS e o PSD não se entendem, alguém os tem de obrigar", justificou.

Apesar da abertura manifestada, não existe ainda qualquer anúncio formal sobre a constituição do partido, nem foram divulgados nomes de eventuais fundadores. Para já, Isaltino Morais mantém o futuro político em aberto, deixando claro que considera existir espaço para uma alternativa no centro do sistema partidário português.

Crédito: Now