O homem que conduzia a mota em que Noa Argamani e Avinatan Or foram levados do festival Nova para a Faixa de Gaza, a 7 de outubro de 2023, foi morto num ataque aéreo israelita no sábado. A morte foi anunciada num comunicado conjunto das Forças de Defesa de Israel (IDF), do Shin Bet e da unidade policial Lahav 433, que o identificam o homem como Saher Nidal Latfi Sakr.
O ataque ocorreu no campo de Nuseirat, junto à torre al-Nouri. As IDF só confirmaram a operação no domingo, depois de a imprensa palestiniana ter noticiado o ataque durante a noite. Segundo fontes médicas em Gaza, outra pessoa ficou ferida. A operação foi feita em conjunto com a Unidade 33, conhecida como Gideon , da divisão de investigação Lahav 433 da polícia israelita.
As autoridades israelitas dizem que Sakr estava ligado a organizações da Jihad global ativas em Gaza e que forneceu armas ao Hamas durante a guerra. Acrescentam que, nos últimos meses, preparava ataques contra civis israelitas e militares das IDF, em colaboração com operacionais do Hamas e da Jihad Islâmica Palestiniana. Israel acusa-o de agir em violação sistemática do acordo de cessar-fogo. As IDF garantem que, antes do ataque, tomaram medidas para reduzir danos a civis, como o uso de munições de precisão e a vigilância aérea.
As imagens de Noa Argamani a ser levada na mota tornaram-se um dos símbolos mais conhecidos do ataque de 7 de outubro. A jovem israelita foi resgatada a 8 de junho de 2024, na Operação Arnon, uma ação de forças especiais em Nuseirat que libertou também Almog Meir Jan, Andrey Kozlov e Shlomi Ziv. Avinatan Or só foi libertado a 13 de outubro de 2025, ao fim de 738 dias em cativeiro. Depois do resgate, Argamani tornou-se uma das vozes mais ativas pela libertação dos reféns e chegou a discursar no Conselho de Segurança da ONU.
Há cerca de um ano, as IDF e o Shin Bet tinham anunciado a morte de outro envolvido no rapto dos dois jovens, Ahmed Ibrahim Rajab Shaer. Esta morte faz parte de uma campanha contínua de Israel para localizar os participantes no ataque de 7 de outubro e no rapto de israelitas para Gaza.

















