A CGTP admite avançar com uma nova greve geral em Portugal contra o aumento do custo de vida e em defesa dos salários, pensões, educação, proteção social e habitação. A central sindical, porém, afasta decisões precipitadas e considera fundamental reunir condições para garantir o êxito da paralisação.
Questionada pela agência Lusa sobre o apelo dos promotores das acampadas pela habitação, em Lisboa e no Porto, para uma "greve geral ibérica", a 11 de novembro, a CGTP garante que "não exclui nenhuma forma de luta, inclusive a greve geral".
"A marcação de uma greve geral é um momento de grande importância [...] e não deve ser decidida de forma precipitada", sublinha, defendendo que a decisão deve considerar "os objetivos e as condições criadas para a sua realização com êxito".
A central sindical, liderada por Tiago Oliveira, recorda a intensificação dos protestos nas últimas semanas, envolvendo professores, trabalhadores da administração pública, hotelaria e transportes, além das mobilizações em defesa do Serviço Nacional de Saúde e do direito à habitação.
Depois da manifestação nacional de 17 de outubro, que foi um sucesso, a CGTP promete reforçar a contestação nas ruas e nas empresas. Entre as próximas iniciativas estão um plenário de sindicatos da Frente Comum, na terça-feira, dia 27, e uma concentração junto à Assembleia da República, a 24 de novembro.
"Esta luta vai intensificar-se", assegura a central, que prepara novas ações de protesto e defende a convergência entre trabalhadores, reformados, jovens e população em geral, exigindo respostas concretas do Governo da AD para os problemas sociais.
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