Tiago Oliveira, de 41 anos, garante que a greve geral convocada pela CGTP está a ter uma adesão expressiva e fez um primeiro balanço muito positivo da luta dos trabalhadores, apontando para forte impacto em hospitais, escolas, transportes e serviços públicos.

Em declarações no Aeroporto de Lisboa, o secretário-geral da central sindical afirmou que a greve é "um verdadeiro sucesso, uma verdadeira resposta dos trabalhadores a esta agressão do Governo para com o mundo do trabalho", ligando o protesto à contestação ao pacote de alterações à lei laboral.

No mesmo balanço, Tiago Oliveira sublinhou a adesão registada no setor aeroportuário, referindo que "a adesão nos aeroportos em Lisboa, no Porto, em Faro e nas ilhas, é de 90 por cento", o que, na sua leitura, representa "uma verdadeira resposta ao ataque do Governo".

O secretário-geral da CGTP estendeu ainda a avaliação ao setor privado, onde disse haver uma adesão "histórica", usando a imagem de uma Lisboa "completamente despida" para ilustrar o efeito da greve na atividade económica e na circulação urbana.

A greve geral desta quarta-feira, recorde-se, foi convocada pela CGTP para contestar as propostas do Governo para a legislação laboral, incluindo matérias como horários, precariedade e condições de trabalho, e deverá ter impacto relevante em escolas e serviços públicos ao longo do dia. Na véspera, a RTP já adiantava que a paralisação teria reflexos significativos em vários setores, embora sem o apoio da UGT nesta mobilização específica.

No primeiro balanço público da jornada, Tiago Oliveira aproveitou também para reiterar a exigência central da CGTP: a retirada do pacote laboral da mesa da concertação. A mensagem do líder sindical foi, por isso, dupla: celebrar a dimensão da adesão e reforçar a pressão política sobre o executivo de Luís Montenegro, numa das mais importantes jornadas de protesto laboral dos últimos meses.