Madrid, Paris, Bruxelas, Lisboa e... Roma. A contestação social alastrou este sábado, dia 17, a várias cidades italianas, com milhares de pessoas nas ruas contra o aumento do custo de vida, os baixos salários e as políticas do governo de Giorgia Meloni.

Milão, Turim e Bolonha registaram confrontos entre manifestantes e forças policiais, enquanto Roma foi palco de uma grande mobilização sindical.

Na capital, a manifestação convocada pela CGIL e por mais de uma centena de associações percorreu o centro da cidade, entre a Praça da República e a Praça do Povo. O secretário-geral da central sindical, Maurizio Landini, anunciou uma greve geral para 20 de novembro, exigindo melhores salários, pensões dignas e mais investimento nos serviços públicos.

Segundo a Polícia, cerca de 25 mil pessoas participaram nas três manifestações realizadas durante a tarde em Roma, que decorreram sem incidentes graves. As autoridades identificaram 60 indivíduos de rosto tapado, maioritariamente menores.

Os confrontos mais violentos ocorreram em Milão, onde foram lançadas pedras e engenhos pirotécnicos contra a Polícia. Registaram-se feridos, detenções e danos materiais.

Em Bolonha, as forças de segurança recorreram a canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes.
Também Turim viveu momentos de tensão, numa jornada de protestos que expôs o crescente descontentamento social em Itália.

A mobilização juntou trabalhadores, estudantes e movimentos cívicos, unidos pela exigência de respostas à perda de poder de compra e às dificuldades no acesso à habitação.

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