A circulação na Linha Vermelha do Metro de Lisboa foi normalizada na manhã desta quarta-feira, 29, depois de ter estado várias horas interrompida devido a uma rutura numa conduta de água. O incidente deixou, desde a tarde de terça-feira, 28, centenas de passageiros retidos e obrigou à intervenção das autoridades.
A circulação tinha sido suspensa entre as estações de Chelas e Aeroporto devido à inundação causada pela rutura. A situação agravou-se quando um passageiro forçou a abertura das portas de um comboio e saiu para os carris, levando ao corte total da circulação por razões de segurança. Cerca de 700 pessoas tiveram de ser retiradas através do túnel, enquanto vários passageiros se sentiram mal devido ao calor acumulado nas composições.
De acordo com o Correio da Manhã, os passageiros garantem que foi necessário "forçar as portas para conseguir respirar", perante a falta de ventilação no interior dos comboios.
Os Bombeiros Sapadores de Lisboa e a PSP foram mobilizados para o local. A polícia identificou o homem que entrou na linha férrea, mas o Metropolitano de Lisboa optou por não apresentar queixa.
A circulação foi retomada durante a madrugada, pelas 01:16, mas voltou a ser interrompida cerca das 06:40 devido à necessidade de concluir os trabalhos na infraestrutura. O serviço acabou por ficar totalmente restabelecido às 08:26 desta quarta-feira.
Apesar dos longos constrangimentos e do elevado número de passageiros afetados, não há registo de feridos graves e a circulação voltou entretanto à normalidade em toda a Linha Vermelha.

















