O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, de 54 anos foi recebido por cerca de meia centena de manifestantes em Coimbra, esta quinta-feira, dia 9, numa ação promovida maioritariamente pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF), que pretendeu denunciar o que considera ser o "caos" em torno dos exames nacionais.
O governante deslocou-se ao Convento São Francisco para participar nas comemorações do 47.º aniversário do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). À chegada, os professores procuraram entregar-lhe uma carta onde alertavam que "o caos dos exames nacionais não é um acidente", enquanto entoavam palavras de ordem como "por trabalho decente, Coimbra está presente".
Fernando Alexandre entrou no recinto sem prestar declarações aos manifestantes. Já no final da cerimónia, foi questionado pelos jornalistas sobre os problemas relacionados com os exames nacionais e garantiu apenas que existem "milhares de pessoas a trabalhar": "Está toda a gente a trabalhar, está toda a gente comprometida, não há nada mais importante que isto neste momento."
Durante a sua intervenção, que se prolongou por mais de 40 minutos, o ministro abordou ainda o futuro do ensino superior e da investigação, assegurando que o Governo não pretende impor fusões entre instituições: "Nunca ouviram, nunca ouvirão, este ministro a dizer que dois centros de investigação se deviam juntar."
Segundo Fernando Alexandre, o Executivo continuará disponível para apoiar projetos que nasçam das instituições e que tragam benefícios para o ensino superior e para as regiões onde estão inseridas. "Aquilo que este Governo tem mostrado é total abertura para projetos que nascem nas instituições (...) sendo coerentes e consistentes com a tal visão da autonomia e da flexibilidade na definição da estratégia de cada instituição."
O ministro referiu ainda que a futura Lei da Ciência e Inovação pretende incentivar uma maior consolidação do sistema científico nacional, que classificou como "muito fragmentado".
Na parte final da intervenção, Fernando Alexandre falou também do impacto da Inteligência Artificial no ensino, defendendo que as escolas e universidades terão de adaptar os métodos de ensino e de avaliação: "Vamos precisar de muita inovação pedagógica, nós vamos precisar mesmo de mudar a forma como ensinamos, porque hoje os alunos aprendem de forma completamente diferente e precisam de aprender coisas diferentes."
















