O arranque do próximo ano letivo poderá ser adiado uma semana para os alunos do ensino secundário. A hipótese foi admitida pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, de 54 anos, na sequência dos problemas registados com a correção digital dos exames nacionais.
Fernando Alexandre afastou, no entanto, qualquer alteração para os estudantes do ensino básico: "Não faz sentido mudar o início do ano letivo para os alunos do 1.º ao 9.º ano", afirmou, garantindo que o calendário deverá manter-se como previsto.
No caso do secundário, o ministro considera que o adiamento poderá permitir que os professores regressem às escolas com mais energia, depois de terem sido obrigados a responder aos constrangimentos provocados pela avaliação das provas.
Fernando Alexandre defendeu ainda que a mudança não deverá causar dificuldades significativas às famílias. "Estamos a falar de jovens que já têm autonomia", explicou.
A possibilidade de adiamento foi defendida pelos diretores escolares depois de o Ministério da Educação ter criado uma época especial de exames em setembro para os alunos prejudicados pelos erros e atrasos associados à correção digital.

















