O governo angolano vai iniciar em janeiro de 2027 o registo eleitoral dos cidadãos residentes no estrangeiro, com o objetivo de assegurar a sua participação nas eleições gerais desse ano. O processo deverá ficar concluído em março, de acordo com o calendário apresentado pelo secretário de Estado para as Autarquias Locais, Fernando da Paixão Manuel.

A operação integra a campanha nacional de atualização e registo de mais de 16 milhões de eleitores, incluindo os angolanos que vivem fora do país. Para alcançar as metas, as autoridades preveem reforçar o número de operadores e levar os serviços às localidades mais distantes do território nacional.

O governante destacou a articulação entre os ministérios da Administração do Território e da Justiça e Direitos Humanos, que tem permitido descentralizar o acesso ao Bilhete de Identidade, documento essencial para o registo eleitoral. A informação foi avançada no Cuanza Norte, durante uma visita de avaliação ao funcionamento dos Balcões Únicos de Atendimento ao Público nos municípios de Cambambe, Lucala e Cazengo.

A inclusão da diáspora alarga a base eleitoral e obriga a preparar postos de registo, mecanismos de identificação e informação pública em vários países. O calendário apertado exigirá capacidade consular e regras transparentes para que nenhum cidadão fique excluído por dificuldades administrativas ou distância geográfica.