O sistema de videovigilância instalado no Bairro Alto, em Lisboa, vai continuar em funcionamento durante mais três anos. A renovação, que abrange as 27 câmaras existentes naquela zona, foi autorizada pelo Governo, através de um despacho publicado esta segunda-feira, dia 14, em Diário da República.
A decisão foi tomada na sequência de um pedido apresentado pela Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), que justificou a necessidade de manter o sistema com base nos motivos que estiveram na origem da sua criação e nas características da zona.
Segundo o documento, o Bairro Alto é uma das áreas de maior movimento da capital e regista ocorrências criminais de diferentes níveis, desde situações de pequena criminalidade até casos de criminalidade violenta e grave.
O sistema entrou em funcionamento a 22 de maio de 2014 e, desde então, tem sido sucessivamente renovado. Inicialmente, as autorizações eram prolongadas por períodos de dois anos, tendo posteriormente passado a vigorar por períodos de três anos.
A renovação surge numa altura em que a Câmara Municipal de Lisboa pretende também reforçar significativamente a rede de videovigilância da cidade. Em julho, o município anunciou a intenção de avançar com um segundo protocolo com a PSP para a instalação de 500 novas câmaras no Parque das Nações, na zona da Almirante Reis e na Avenida da Liberdade.
Atualmente, existem 126 câmaras de videovigilância em funcionamento em diferentes pontos de Lisboa, segundo dados apresentados pela vereadora Joana Baptista, independente eleita pelo PSD, numa reunião da Assembleia Municipal.
Deste total, 27 encontram-se no Bairro Alto, 32 no Campo das Cebolas, 30 no Cais do Sodré, 17 nos Restauradores e 20 na Ribeira das Naus.
A expansão da rede deverá prosseguir com a colocação de mais 116 câmaras na Baixa Pombalina e em Santa Apolónia. O projeto representa um investimento de 3,5 milhões de euros, previsto para ser inscrito nos orçamentos municipais de 2027 e 2028.
A intervenção contempla ainda obras na 1.ª Esquadra e no Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP. No total, o plano de expansão anunciado pela autarquia para estas novas zonas representa um investimento de 12 milhões de euros.

















