As primeiras projeções apontam para uma mudança política na Suécia, com o bloco de centro-esquerda liderado pelos sociais-democratas de Magdalena Andersson em vantagem nas eleições legislativas deste domingo, dia 13.
As sondagens à boca das urnas dão cerca de 51% dos votos ao conjunto da oposição, resultado que poderá permitir o regresso da antiga primeira-ministra ao poder, quatro anos depois de ter deixado o cargo.
Os sociais-democratas surgem destacados como o partido mais votado, com cerca de 28%, à frente dos Democratas Suecos e dos Moderados do atual chefe do Governo, Ulf Kristersson. O bloco de Andersson reúne ainda o Partido da Esquerda, os Verdes e o Partido do Centro. Do outro lado está a atual maioria de direita, formada pelos Moderados, Democratas-Cristãos e Liberais, que durante a legislatura contou com o apoio parlamentar dos Democratas Suecos, partido da direita radical liderado por Jimmie Åkesson.
A votação é particularmente relevante porque Kristersson admitiu, durante a campanha, integrar pela primeira vez os Democratas Suecos num futuro governo caso a direita conquistasse a maioria.
As projeções apontam, porém, no sentido contrário e colocam Andersson em posição privilegiada para voltar a chefiar o Executivo.
O resultado definitivo poderá, contudo, exigir negociações complexas. O Parlamento sueco, o Riksdag, tem 349 lugares, sendo necessários 175 deputados para alcançar a maioria absoluta. A economia, a imigração, a criminalidade e o Estado social estiveram entre os principais temas de uma campanha muito disputada.

















