A subida da dívida pública registada no segundo trimestre não preocupa o primeiro-ministro. Um dia depois de o Banco de Portugal revelar que a dívida, na ótica de Maastricht, aumentou para 92,9% do PIB – mais 1,9 pontos percentuais do que no trimestre anterior e cerca de 5,2 mil milhões de euros em termos nominais, atingindo os 293,9 mil milhões de euros – Luís Montenegro desvalorizou por completo os números, afirmando que “não têm rigorosamente importância nenhuma”.
Durante a inauguração da Unidade de Saúde Familiar de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras, o chefe do Governo pediu para que “não nos assustemos”, sustentando que a evolução agora divulgada não altera a trajetória de redução do peso da dívida na economia portuguesa. Montenegro mostrou-se convicto de que, no final do ano, o país voltará a surpreender, quer no rácio da dívida, quer no crescimento económico e no saldo orçamental.
As declarações contrastam com a atenção que os mercados e as instituições internacionais habitualmente dedicam à evolução da dívida pública, um dos principais indicadores da sustentabilidade das finanças do Estado. Ainda assim, o primeiro-ministro insistiu que o aumento agora registado é conjuntural e reafirmou a meta do Executivo de encerrar 2026 com um rácio da dívida de 87,5% do PIB, abaixo do valor registado no final de 2025.

















