O presidente argentino, Javier Milei, recusou viajar para os Estados Unidos para assistir à final do Mundial frente à Espanha, preferindo manter intacto o ritual que, acredita, tem contribuído para o percurso vitorioso da seleção albiceleste.
Assumidamente supersticioso, Milei revelou que verá o encontro na residência oficial de Olivos, exatamente como fez em todos os jogos anteriores, chegando mesmo a usar o mesmo casaco por considerar que lhe dá sorte. A decisão insere-se numa longa tradição argentina de “cábalas”, rituais que muitos adeptos e até antigos presidentes associam ao sucesso da seleção.
O contraste com Portugal é inevitável. Durante o Mundial, o primeiro-ministro Luís Montenegro deslocou-se por três vezes aos Estados Unidos e ao Canadá para acompanhar a Seleção Nacional, tendo a última viagem coincidido com o encontro dos oitavos de final diante da Espanha, onde Portugal acabaria eliminado. Dias antes desse jogo, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, tinha classificado Montenegro como uma “espécie de amuleto da sorte” da equipa das quinas, desejando que a sua presença continuasse a acompanhar o sucesso português na competição.
Se, em Buenos Aires, Milei prefere não desafiar a superstição, em Portugal a presença do alegado “amuleto” governamental acabou por não impedir a despedida precoce da seleção dos relvados norte-americanos…
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