Os preços das casas ganharam velocidade em 11 dos 24 municípios portugueses, com mais de 100 mil habitantes, no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

As maiores subidas no ritmo de crescimento foram registadas no Funchal, com mais 25,2 pontos percentuais, e em Guimarães, com um aumento de 24,1 pontos percentuais. Em sentido contrário, Matosinhos apresentou a maior travagem, com uma descida de 11,9 pontos percentuais.

Lisboa e Porto também aceleraram face ao final de 2025. A taxa de variação homóloga aumentou 0,3 pontos percentuais na capital e 2,4 pontos percentuais na cidade do Porto.

Entre os municípios mais populosos, Lisboa manteve o valor mediano mais elevado, com 5.292 euros por metro quadrado. Seguiram-se Cascais, com 5.000 euros, e Oeiras, com 4.511 euros.

Quase todos os concelhos com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa, da Península de Setúbal e da Área Metropolitana do Porto apresentaram preços acima da mediana nacional, fixada em 2.337 euros por metro quadrado. As únicas exceções foram Gondomar e Santa Maria da Feira.

Nos primeiros três meses do ano, foram vendidos 35.953 alojamentos familiares em Portugal, menos 10,5% do que no mesmo período de 2025, quando tinham sido registadas 40.163 transações.