A União Africana encerrou este domingo, em Luanda, a 21.ª Cimeira Extraordinária com a adoção da 'Decisão de Luanda', compromisso destinado a transformar alertas sobre crises emergentes em intervenções diplomáticas concretas, sendo que o resultado reforça o papel de Angola na agenda continental de paz e segurança.
A decisão prevê um Plano de Ação e uma Matriz de Implementação com objetivos, indicadores, responsáveis, orçamento e prazos. A ambição é reforçar o Conselho de Paz e Segurança e o Sistema Continental de Alerta Precoce, além de melhorar a coordenação entre a União Africana, os Estados-membros e as organizações regionais. O financiamento deverá passar também pelo Fundo Africano para a Paz.
João Lourenço defendeu que África deve abandonar respostas tardias e atuar antes de os conflitos se agravarem. O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, insistiu na aplicação das decisões e num financiamento sustentável das operações de paz. A cimeira foi dirigida pelo Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye.
Esta iniciativa dá a Angola maior projeção diplomática, por acolher a primeira cimeira extraordinária da União Africana dedicada à prevenção de conflitos. Mas o teste decisivo começa agora: transformar compromissos em resultados verificáveis.

















