O Ministério Público acusou esta quinta-feira, dia 18, o grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano (MAL) de ter equacionado um ataque contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de 53 anos, no início de 2025. Segundo a investigação, os suspeitos analisaram a rotina do chefe do Governo e recolheram informações detalhadas sobre a sua residência.

De acordo com a acusação, o líder do grupo, Bruno Gonçalves, agente da PSP, terá acedido à morada de Montenegro através de um sistema policial. O MAL chegou a discutir a hipótese de disparar uma granada de 37 milímetros para o interior da habitação, após abandonar a ideia de um sequestro.

O plano acabou por não avançar depois de o grupo ter sabido que Luís Montenegro estaria alojado num hotel em Lisboa. A investigação revelou ainda que os suspeitos recolheram informações sobre outras figuras políticas e públicas, estando vários membros do MAL acusados de crimes relacionados com terrorismo.