Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, e o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciaram esta sexta-feira, dia 18, um plano conjunto para tentar recuperar territórios dominados por organizações criminosas. A estratégia abrange áreas controladas por fações, milícias e grupos ligados ao jogo ilegal.
O anúncio foi feito na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro, e prevê uma maior articulação entre forças federais, estaduais e municipais.
Numa primeira fase, as autoridades vão concentrar as operações em corredores considerados estratégicos, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão.
O plano prevê a partilha de informações, operações policiais, investigação criminal e utilização de tecnologias de monitorização. O objetivo anunciado é combater roubos de cargas e veículos, tráfico de armas e droga, branqueamento de capitais e outras atividades utilizadas pelas organizações criminosas para financiar e manter o controlo de territórios.
A estratégia surge depois de uma reunião entre o Ministério da Justiça e o Governo do Rio, realizada na quinta-feira, que definiu a elaboração dos primeiros Planos Operacionais Integrados. Estes documentos deverão estabelecer objetivos, áreas prioritárias, responsabilidades e calendários para as operações.
Lula afirmou que o Rio de Janeiro funcionará como uma espécie de projeto-piloto e admitiu levar o modelo para outros estados caso apresente resultados. O Presidente defendeu ainda uma presença permanente das forças de segurança nos territórios, em vez de intervenções temporárias.
A nova estratégia surge depois de meses de divergências entre o Governo Federal e a anterior administração estadual de Cláudio Castro sobre a resposta ao crime organizado. Com Ricardo Couto à frente do Governo do Rio, as duas administrações têm reforçado a coordenação na área da segurança.

















