Nuno Lopes, de 48 anos, vai começar a ser julgado a 11 de janeiro de 2027, em Nova Iorque, no âmbito de um processo em que é acusado de ter drogado e violado a argumentista e realizadora norte-americana A.M. Lukas. O ator rejeita categoricamente as acusações e garante estar inocente.
A data foi fixada pela juíza Nina R. Morrison, no final deste mês, num processo que se arrasta desde novembro de 2023 e que será apreciado por um júri, caso não exista um acordo extrajudicial.
Os alegados factos remontam a 2006, quando Nuno Lopes e A.M. Lukas, nome artístico de Anna Martemucci Lukas, se conheceram durante o Festival de Tribeca, em Nova Iorque. Segundo a queixa, o ator terá drogado a cineasta e mantido relações sexuais sem consentimento, quando esta se encontrava semiconsciente e com capacidades motoras e de comunicação limitadas.
Nuno Lopes nega todas as acusações. Em declarações ao Observador, a assessoria do ator revelou que este está "satisfeito com a definição de uma data para o julgamento" e deseja "deixar este capítulo para trás, com a sua inocência provada".
Em julho de 2025, a defesa pediu um julgamento sumário, alegando que os diários pessoais da queixosa continham elementos que apontavam para uma relação consensual. O pedido foi rejeitado em janeiro deste ano.
Agora, a 8 de outubro, as partes reuniram-se numa tentativa de entendimento, mas não chegaram a acordo.
A ação judicial foi apresentada ao abrigo da Lei dos Sobreviventes Adultos, legislação de Nova Iorque que permitiu avançar com processos civis relativos a alegados crimes sexuais, mesmo depois de ultrapassados os prazos habituais de prescrição.

















