O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, de 81 anos, pretende convidar os homólogos norte-americano, Donald Trump, e argentino, Javier Milei, para a cerimónia de tomada de posse do novo mandato, marcada para 5 de janeiro de 2027, em Brasília.
A iniciativa ganha relevância perante o atual cenário de divergências políticas e diplomáticas entre os três países.
A intenção de Lula é manter abertos os canais de diálogo com Washington e Buenos Aires, apesar das diferenças ideológicas e dos episódios de tensão que marcaram as relações com os dois dirigentes. O convite representa também uma tentativa de garantir a presença de importantes líderes internacionais num dos principais momentos institucionais do Brasil.
A eventual participação de Trump e Milei, contudo, ainda não está confirmada. Os dois dirigentes terão de receber os convites oficiais e decidir se pretendem deslocar-se a Brasília para acompanhar a cerimónia.
A presença dos representantes norte-americano e argentino será particularmente observada, tendo em conta o histórico recente de divergências com o governo brasileiro.
A tomada de posse está marcada para 5 de janeiro de 2027. A alteração da data, que tradicionalmente ocorria a 1 de janeiro, foi aprovada pelo Congresso brasileiro para facilitar a participação de autoridades estrangeiras, uma vez que o calendário habitual coincidia com as celebrações de Ano Novo e com compromissos oficiais de vários chefes de Estado.
A aproximação diplomática pretendida por Lula acontece num momento em que o Brasil procura preservar a sua relação com os Estados Unidos e a Argentina, dois parceiros importantes nas relações comerciais e políticas do país. Apesar das diferenças entre os governos, a presença dos dois presidentes na cerimónia seria um sinal de abertura ao diálogo institucional.
Por enquanto, não existe confirmação de que Trump ou Milei aceitarão o convite. A expectativa é que a posição dos dois governos seja conhecida depois da formalização dos contactos diplomáticos.

















