Os protestos pelo direito à habitação regressam este sábado, dia 31, às ruas de Lisboa e do Porto, uma semana depois da polémica intervenção da PSP, que dispersou manifestantes à bastonada e com recurso a cães, provocando dezenas de feridos no Rossio. Os movimentos prometem não desistir e exigem ao Governo AD que recue na nova lei das rendas.

Em Lisboa, a manifestação começa às 16:00, no Largo Luís de Camões, seguindo até ao Rossio, onde o movimento Acampada de Lisboa prevê voltar a montar tendas para pernoitar. Meia hora antes, grupos de mães organizam uma corrente de solidariedade com os jovens e exigem o fim das cargas policiais.

No Porto, os manifestantes concentram-se às 16:00, na Batalha, seguindo em marcha, às 16:30, até à Praça Dom João I. Estão também previstas iniciativas em Viana do Castelo, Braga, Faro e Beja. No domingo, primeiro dia de novembro, os protestos chegam ao Funchal.

Os movimentos exigem o fim dos despejos sem alternativa habitacional, limites às rendas, mais habitação pública e a proibição da compra de casas por fundos imobiliários.

A contestação surge quando o Parlamento discute alterações à lei do arrendamento, aprovadas na generalidade com votos favoráveis de PSD, IL e CDS-PP e a abstenção do Chega.

Entre as medidas estão o fim do travão de 2% no aumento das rendas entre contratos e a redução de três para dois meses de atraso no pagamento para iniciar despejos.

Segundo o INE, o preço das casas disparou 18% num ano, atingindo 2445 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026.

Créditos: Instagram @portaaportadh