André Ventura, de 43 anos, apresenta-se este sábado, dia 31, como candidato único à presidência do Chega, partido que fundou em 2019 e lidera desde então. Sem oposição interna, o dirigente procura renovar o mandato por mais três anos, assumindo como principal objetivo chegar ao Governo.
As eleições diretas decorrem entre as 10:00 e as 19:00. Além do presidente, os militantes elegem os delegados à 7.ª Convenção Nacional, marcada para 20, 21 e 22 de novembro, no Entroncamento.
Na moção estratégica divulgada sexta-feira, Ventura estabelece como "objetivo fundamental chegar ao Governo", defendendo mudanças profundas no País. Considera que Portugal está "estrangulado" e que os "50 anos após o 25 de Abril não trouxeram ao povo português aquilo que este merecia".
Apesar do crescimento do Chega, que passou de um deputado em 2019 para 60 nas legislativas de 2025, Ventura sustenta que a missão de transformar o sistema político permanece por cumprir.
A votação antecede a primeira convenção desde que o Chega se tornou a segunda maior força parlamentar e desde a derrota de Ventura na segunda volta das presidenciais, frente a António José Seguro, que venceu com 66,83% dos votos, contra 33,17%.
A reunião magna terá ainda de resolver problemas estatutários e orgânicos. O Tribunal Constitucional invalidou a eleição dos órgãos nacionais nas duas últimas convenções e rejeitou sucessivas alterações estatutárias, mantendo em vigor os estatutos de 2019.
Ventura, sucessivamente reeleito com mais de 90% dos votos, enfrenta agora um novo mandato com a ambição de transformar o crescimento eleitoral do Chega em poder governativo.

















