A saída antecipada de Christine Lagarde da presidência do Banco Central Europeu reacendeu os rumores sobre uma candidatura às presidenciais francesas de 2027.
A decisão de abandonar o cargo em 7 de fevereiro, quase nove meses antes do fim do mandato, coloca-a disponível em plena campanha eleitoral.
Lagarde explicou que pretende recuperar liberdade de expressão e de intervenção em matérias que ultrapassam a política monetária, uma justificação que alimentou especulações sobre o regresso à política francesa da antiga ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy e ex-diretora-geral do Fundo Monetário Internacional.
Bruno Le Maire já deu força à hipótese. O antigo ministro da Economia declarou-se entusiasmado com uma eventual candidatura, destacando a experiência, o temperamento e a visão de Lagarde. Considera-a uma das personalidades com qualidades para assumir a chefia do Estado, embora sublinhe que a decisão lhe pertence.
O seu percurso internacional e a defesa da integração europeia são apontados como trunfos para uma candidatura capaz de reunir o centro e a direita moderada, num espaço onde também se movimentam Édouard Philippe e Gabriel Attal, é constituir um alternativa sólida às candidaturas de Marine Le Pen e de Jean-Luc Melanchon.

















