António José Seguro, de 64 anos, aproveitou esta quarta-feira as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Angra do Heroísmo, para deixar uma mensagem de unidade nacional, valorização das autonomias e reforço da coesão territorial, num discurso marcado também pela preocupação com o atual contexto internacional.
Perante representantes das principais instituições da República, autoridades regionais e militares, Seguro destacou o significado da realização das celebrações oficiais nos Açores, no ano em que se assinalam os 50 anos da consagração constitucional das regiões autónomas. O chefe de Estado sublinhou o contributo dos Açores e da Madeira para a construção de um Portugal "mais coeso, plural e solidário", defendendo a importância da proximidade entre o poder político e os cidadãos.
Numa intervenção com forte dimensão institucional, o Presidente da República alertou igualmente para os desafios colocados pela instabilidade geopolítica, pelas guerras em curso e pelas transformações económicas e tecnológicas que marcam o panorama internacional.
António José Seguro defendeu uma resposta assente na cooperação, no diálogo e no reforço das instituições democráticas, sublinhando que Portugal deve continuar a afirmar-se como um País aberto, comprometido com o multilateralismo e com a defesa da paz.
O Presidente evocou ainda o papel das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, considerando-as um elemento essencial da identidade nacional e da projeção internacional do país. A escolha dos Açores para as celebrações deste ano pretendeu também simbolizar a ligação entre o território continental, as regiões autónomas e a diáspora portuguesa.
As comemorações oficiais do 10 de junho prosseguem agora junto das comunidades portuguesas no Luxemburgo, numa iniciativa que dá continuidade à tradição de assinalar a data tanto em território nacional como no estrangeiro.
















