O número de cesarianas programadas dispararam de forma inédita em 2025, tanto no Serviço Nacional de Saúde (SNS) como no privado. Os dados analisados fora divulgados, esta semana, pela Entidade Reguladora de Saúde (ERS).
No setor privado, este aumento foi ainda mais expressivo, com mais de metade das cesarianas (55,3%) a serem marcadas antecipadamente. No total, foram registados 83 mil e 089 partos em Portugal continental, um crescimento de 3,6% face ao ano anterior, concentrados sobretudo nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Norte, que representaram 78% do total. A maioria dos partos ocorreu no Serviço Nacional de Saúde (80%).
A proporção global de partos por cesariana também subiu ligeiramente, atingindo 39,1% em 2025, acima dos 38,7% registados em 2024. A região Centro continua a ser a que apresenta a menor taxa de cesarianas, com 29%.
No setor privado, além do aumento das programadas, as cesarianas urgentes também cresceram, passando de 38,8% para 42,3%, enquanto as emergentes caíram drasticamente de 51% para apenas 2,3%. No SNS, a percentagem total de cesarianas é quase metade da do privado (33,3%), mas também aqui se verificou um aumento das programadas, que passaram de 10,2% para 28,7%. As cesarianas urgentes dispararam de 35,6% para 67%, enquanto as emergentes, que tinham subido de forma anómala em 2024, caíram de 54,2% para 4,3%.
Segundo a Direção-Geral da Saúde, uma cesariana urgente corresponde a uma situação clínica que exige resolução num curto espaço de tempo, mas sem perigo iminente para a mãe ou para o feto, ao contrário da cesariana emergente, em que existe risco imediato e a cirurgia deve ser realizada o mais rapidamente possível.
















