A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons) alertou esta terça-feira, dia 30, para o agravamento do risco de afogamento nos próximos dias, devido à onda de calor prevista para Portugal. Em comunicado, a federação recorda que as temperaturas elevadas levam habitualmente mais pessoas a procurar praias, rios, barragens, lagoas e piscinas para se refrescarem, aumentando a probabilidade de acidentes, sobretudo em zonas sem vigilância.
Para reduzir esse risco, a Fepons recomenda que os banhos sejam feitos apenas em locais vigiados, desaconselhando a utilização de rios, barragens ou outras massas de água desconhecidas ou sem nadadores-salvadores. A federação aconselha ainda que ninguém entre sozinho na água.
Entre as principais recomendações estão também a vigilância permanente das crianças, que devem permanecer "sempre à distância de um braço" de um adulto, a proibição de mergulhos em locais desconhecidos e a não ingestão de bebidas alcoólicas antes ou durante as atividades aquáticas.
A Fepons sublinha que o calor extremo constitui, por si só, um fator que aumenta o risco de afogamento e lembra que a prevenção deve começar antes da entrada na água. Como exemplo, refere a situação vivida em França, onde a atual onda de calor já esteve associada a mais de 50 mortes por afogamento.
Os dados mais recentes divulgados pela federação indicam que, até 31 de maio, morreram 57 pessoas por afogamento em Portugal, apenas menos uma do que no mesmo período de 2024, quando se registou o pior balanço desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento, em 2017.
A organização apela ainda às autoridades para que incluam o risco de afogamento nas campanhas de sensibilização dirigidas à população durante episódios de calor extremo.

















