A Inteligência Artificial já não é apenas uma promessa tecnológica em Angola. Bancos, petrolíferas e empresas do sector da saúde começaram a incorporar soluções de IA nas operações, numa transformação que poderá ganhar nova velocidade com o reforço da capacidade nacional de armazenamento e processamento de dados.

Na banca, instituições como o BAI começaram há vários anos a utilizar assistentes virtuais, enquanto outras estão agora a avançar para ferramentas mais sofisticadas. O Standard Bank Angola já explora agentes digitais com funções próximas das de consultores financeiros pessoais e o Banco Nacional de Angola utiliza sistemas automatizados na deteção de fraude.

No petróleo, a revolução tecnológica também avança. A Sonangol dispõe de um centro de dados corporativo que permite utilizar tecnologia para simular reservatórios e realizar manutenção preditiva. A SLB instalou em Luanda o Africa Performance Center, utilizando IA no controlo remoto de operações de exploração.

Os resultados começam a ser mensuráveis. No Bloco 15, a ExxonMobil conseguiu reduzir em 60 por cento o tempo necessário para determinadas inspeções através da utilização de drones autónomos e visão computacional.