Paulo Raimundo, de 49 anos, acusou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins (60), de cometer um "crime social" e de contribuir para o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS). As declarações foram feitas no Centro de Saúde do Olival, no Cacém, esta quarta-feira, dia 1, após um contacto com utentes em longa fila para marcação de consultas.
O secretário-geral do PCP criticou duramente a atuação do Governo na área da Saúde, defendendo que estão a ser agravados os problemas do SNS em vez de serem resolvidos. O líder comunista deixou apelos à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para que abandone o que considera serem "desculpas" e assuma um caminho de reforço do serviço público.
Durante a visita ao Centro de Saúde do Olival, no concelho de Sintra, Paulo Raimundo esteve em contacto com dezenas de utentes, que aguardavam em fila para conseguir uma senha de atendimento, uma situação que, segundo referiu, se repete regularmente e que leva algumas pessoas a chegarem de madrugada.
O comunista criticou ainda a falta de médicos de família e defendeu a necessidade de reforço das carreiras e contratação de profissionais de saúde no SNS. Raimundo acusou o Governo de seguir uma política "exatamente oposta", marcada por encerramentos e “propaganda”.
O líder do PCP foi mais longe e afirmou mesmo que a ministra da Saúde está a cometer um "crime social", alegando que o Executivo não está a resolver os problemas do setor, mas, sim, a agravá-los.
Paulo Raimundo comentou, por fim, a ativação de planos de contingência devido ao calor, defendendo que a "contingência na saúde é permanente" e não apenas em situações extremas.

















