O empresário Mário Ferreira responde esta quarta-feira, nas páginas de opinião do Público, ao artigo recentemente assinado por Manuel Carvalho, redator-principal daquele diário, sobre a distinção que lhe foi atribuída pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), no âmbito das comemorações dos 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial.

Num texto intitulado “Há quem escreva sobre o Douro. Há quem o tenha transformado”, o presidente da DouroAzul acusa o jornalista de recorrer a “insinuações”, de ignorar factos e de desvalorizar décadas de investimento privado na região.

Ferreira sustenta que a homenagem recebida resulta do contributo da sua atividade para a transformação do Douro num destino turístico de referência internacional, defendendo que o crescimento do turismo fluvial criou milhares de empregos e gerou riqueza para toda a região. O empresário rejeita ainda as críticas relacionadas com impactos ambientais, resíduos produzidos pela navegação e alegadas ilegalidades na construção do Douro Marina Hotel, assegurando que todos os processos cumpriram integralmente a legislação e obtiveram as autorizações das entidades competentes.

No artigo, o fundador da DouroAzul considera “falsa” a afirmação de que pretendia construir um hotel “ao arrepio da lei” e desafia Manuel Carvalho a reconhecer o erro e a apresentar um pedido público de desculpas. Critica também aquilo que classifica como uma tentativa de desvalorizar o mérito empresarial através da suspeição permanente, defendendo que o sucesso não deve ser confundido com favorecimentos ou influências ocultas.

Mário Ferreira conclui afirmando que “o Douro é suficientemente lúcido para perceber o que é justo ou injusto” e contrapõe o papel de quem comenta ao de quem investe, recordando que “os artigos de opinião desaparecem com a edição seguinte”, enquanto as empresas, os empregos e o investimento permanecem no território.

Créditos: Página do Público