A Polícia Judiciária do Porto está a realizar buscas, esta terça-feira, dia 26, na empresa municipal Águas de Gaia, devido a suspeitas de criminalidade económica. A megaoperação prevê 15 detenções fora de flagrante delito e inclui mais de 60 buscas domiciliárias e empresariais, numa ação considerada sem precedentes naquele âmbito.
O processo incide sobre alegadas irregularidades de vários milhões de euros e envolve a gestão autárquica de Eduardo Vítor Rodrigues, do PS, bem como o período liderado por Luís Filipe Menezes, do PSD.
Os inspetores da PJ encontram-se nas instalações da empresa municipal para recolher documentação considerada essencial para o avanço do processo judicial, de acordo com o Correio da Manhã. Alguns dirigentes das Águas de Gaia deverão ser detidos e posteriormente presentes ao juiz responsável pela investigação.
A operação resulta de uma investigação que decorre há mais de um ano e procura agora consolidar prova documental relacionada com suspeitas de fraude financeira e outros crimes económicos associados à gestão da empresa municipal.
Recorde-se que o antigo presidente das Águas de Gaia, Miguel Lemos Rodrigues, já tinha sido acusado de corrupção em setembro do ano passado, acabando suspenso de funções na sequência desse processo.

















