Portugal voltou a descer no ranking europeu dos direitos das pessoas LGBTI+, ocupando agora o 12.º lugar entre 49 países avaliados. Espanha lidera a lista pelo segundo ano consecutivo, segundo o relatório anual da associação ILGA-Europe.
Portugal perdeu uma posição no mais recente ranking da ILGA-Europe, organização que avalia o respeito pelos direitos das pessoas LGBTI+ em 49 países europeus. O País ocupa agora o 12.º lugar, depois de ter sido ultrapassado pela Alemanha.
O relatório destaca que Portugal continua a ter legislação considerada positiva em áreas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção e identidade de género. No entanto, a falta de novas medidas de proteção e de avanços legislativos contribuiu para a descida na tabela.
A associação alerta também para o aumento do discurso de ódio e da violência contra pessoas LGBTI+ em vários países europeus, incluindo Portugal, defendendo uma resposta política mais forte e medidas concretas de combate à discriminação.
No topo do ranking surge Espanha, considerada atualmente o melhor país da Europa para pessoas LGBTI+, graças às leis aprovadas nos últimos anos sobre autodeterminação de género e proteção de direitos.
Atrás de Espanha aparecem países como Malta, Bélgica e Islândia, enquanto no fundo da tabela continuam países como Rússia, Azerbaijão e Turquia.
A ILGA-Europe sublinha que vários países europeus estão a assistir a um retrocesso nos direitos humanos relacionados com orientação sexual e identidade de género, apontando o crescimento de movimentos conservadores e políticas anti-LGBTI+ como uma das principais ameaças.

















