Portugal ocupa o 19.º lugar entre os países europeus onde os clientes foram mais frequentemente afetados por atividade cibernética maliciosa. A nível mundial, o País surge na 55.ª posição, segundo os dados relativos ao primeiro semestre divulgados esta sexta-feira, dia 2, na 7.ª edição do Microsoft Digital Defense Report.

O relatório alerta que os riscos cibernéticos estão a tornar-se mais rápidos, interligados e difíceis de conter. A Inteligência Artificial está também a mudar o cenário da cibersegurança: permite aos atacantes atuar com maior rapidez e em maior escala, mas está igualmente a ajudar as equipas de segurança a identificar, investigar e travar ameaças de forma mais eficaz.

As identidades digitais continuam a ser uma das principais portas de entrada para os atacantes, que recorrem frequentemente a contas comprometidas e credenciais roubadas. De acordo com a Microsoft, os ataques de 'phishing' representaram 23% das intrusões observadas em 2026, reforçando a necessidade de proteger as contas e os acessos dentro das organizações.

Os governos e os serviços públicos estão entre os principais alvos das ciberameaças, representando 27% da atividade observada este ano. A Microsoft alerta, por isso, para a necessidade de as organizações não se limitarem à prevenção e estarem preparadas para responder rapidamente a eventuais ataques, garantindo a continuidade dos serviços e das operações.