Portugal vai depositar, esta terça-feira, dia 13, mais 334 amostras de sementes nacionais no Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. Com esta nova entrega, o País passa a ter 1.861 amostras conservadas naquela infraestrutura, considerada uma das maiores reservas mundiais de segurança da diversidade agrícola.

O anúncio foi feito pelo Governo português e representa mais um passo na preservação dos recursos genéticos vegetais nacionais. O objetivo é garantir que variedades agrícolas possam ser recuperadas no futuro, nomeadamente em situações de catástrofe natural, conflitos ou outras ameaças à biodiversidade.

Localizado no arquipélago norueguês de Svalbard, no Ártico, o banco mundial funciona como uma espécie de cofre de segurança para sementes provenientes de diferentes países. As amostras são armazenadas a temperaturas próximas dos 18 graus negativos, de forma a preservar a sua viabilidade durante longos períodos.

A infraestrutura, inaugurada em 2008, foi concebida para proteger cópias de segurança das coleções conservadas em bancos de germoplasma de todo o mundo, contribuindo para a segurança alimentar e para a preservação da diversidade genética das culturas agrícolas.

Esta será a quinta entrega oficial de Portugal, que participa nos depósitos desde 2018. Seguiram-se remessas em 2020, 2023 e 2025, num total de 1.527 amostras. A nova entrega inclui 303 amostras de feijão-comum, 18 de feijão-frade e 13 de milho e contará com a presença do secretário de Estado da Agricultura, João Moura.

Em Portugal, a conservação destes recursos é assegurada pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e pelo Banco Português de Germoplasma Vegetal. O País integra ainda, desde 2023, o Conselho Consultivo da infraestrutura norueguesa.

A cerimónia de terça-feira deverá reunir representantes de mais de 20 bancos de germoplasma de vários países, incluindo a Ucrânia, o Líbano e a África do Sul. Atualmente, o banco de Svalbard conserva mais de 1,4 milhões de amostras de sementes de todo o mundo.