As famílias com crédito à habitação indexado à Euribor vão voltar a sentir um aumento na prestação mensal já a partir de junho. De acordo com simulações divulgadas pela DECO PROteste à agência Lusa, os contratos com taxa variável a três, seis e 12 meses registam novas subidas.

Os cálculos tiveram por base um empréstimo de 150 mil euros, com prazo de 30 anos e um spread de 1%, cenário utilizado habitualmente para avaliar o impacto das alterações das taxas Euribor nos créditos à habitação.

Segundo as contas da associação de defesa do consumidor, os empréstimos indexados à Euribor a 12 meses serão os mais penalizados. Nestes casos, a prestação mensal sobe para 699,28 euros, o que representa um aumento de 60,30 euros face à última revisão, feita em junho de 2025.

Nos contratos associados à Euribor a seis meses, a subida será de 33,53 euros em comparação com dezembro, fixando a prestação nos 676,58 euros. Já os créditos indexados à Euribor a três meses terão um agravamento de 17,54 euros face à revisão de março, passando para 650,84 euros mensais.

A evolução acompanha a nova subida das médias mensais da Euribor durante o mês de maio, ainda que de forma menos acentuada do que a verificada em abril.

A taxa Euribor a três meses avançou 0,051 pontos percentuais, fixando-se nos 2,226%. Já a Euribor a seis meses subiu para 2,536%, enquanto a taxa a 12 meses atingiu os 2,804%.

Dados do Banco de Portugal revelam que a Euribor a seis meses continua a ser a mais utilizada nos créditos à habitação com taxa variável em Portugal, representando mais de 39% dos contratos. Seguem-se os empréstimos indexados à Euribor a 12 meses, com cerca de 31%, e os contratos a três meses, que representam aproximadamente 25% do mercado.