As famílias portuguesas com crédito à habitação de taxa variável vão sentir novo agravamento da prestação da casa, já este mês, com a subida da Euribor nos três principais prazos usados nos contratos: três, seis e 12 meses.
A evolução das taxas interrompe o alívio sentido nos últimos meses e volta a pressionar os orçamentos familiares, num contexto em que muitos agregados continuam expostos às oscilações do mercado financeiro.
Segundo as simulações citadas pelo Correio da Manhã, num empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, com spread de 1%, a prestação mensal pode aumentar em mais de 60 euros, dependendo do prazo da Euribor associado ao contrato.
O impacto será sentido na data de revisão de cada empréstimo, uma vez que os contratos de taxa variável são atualizados de acordo com a média mensal da Euribor do mês anterior.
A subida reflete a nova 'escada' das taxas, influenciada pelas expectativas dos mercados sobre a política monetária do Banco Central Europeu e pela evolução da inflação na zona euro.
Para as famílias, o efeito é direto: sempre que a Euribor sobe, aumenta também a taxa final aplicada ao crédito, resultante da soma entre o indexante e o spread contratado com o banco.
Os especialistas recomendam atenção às datas de revisão, comparação de propostas e eventual renegociação do crédito, sobretudo nos casos em que a taxa de esforço voltou a subir.

















