Depois de dois meses de alívio, os juros da casa voltaram a subir em junho, registando o maior aumento dos últimos dois anos e meio.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação passou para 3,101%, refletindo a maior subida desde janeiro de 2024.

Na prática, significa que muitas famílias vão voltar a sentir um aumento no valor da prestação mensal. Em junho, a prestação média fixou-se nos 411 euros, mais 17 euros do que no mesmo mês do ano passado. Deste valor, 202 euros dizem respeito aos juros e 209 euros à amortização do empréstimo.

A subida acontece após o Banco Central Europeu (BCE) ter decidido aumentar as taxas de juro em junho, justificando a medida com a pressão da inflação, agravada pelas tensões e pelo conflito no Médio Oriente.

Os números mostram ainda que o valor médio em dívida continua a crescer. Atualmente, as famílias portuguesas devem, em média, 78.900 euros aos bancos, um aumento de 608 euros face ao mês anterior e o valor mais elevado dos últimos anos.

Após meses de alguma esperança para quem paga casa ao banco, junho trouxe um novo travão. Com os juros novamente em alta, o orçamento de milhares de famílias portuguesas volta a ficar sob pressão.