A PSP registou 2 mil e 303 furtos no interior de residências durante o primeiro semestre de 2026, menos 228 casos do que no mesmo período do ano passado. A redução corresponde a uma descida próxima dos 9%, tendo sido efetuadas 38 detenções.
Segundo a polícia, esta tendência tem vindo a consolidar-se desde 2022, resultado das operações desenvolvidas contra grupos organizados e itinerantes que circulam entre regiões e países para assaltar moradias e apartamentos.
Entre os métodos mais utilizados estão o arrombamento de portas e janelas, o acesso através de varandas e a utilização de chaves falsas. Os furtos com arrombamento, escalamento ou chaves falsas diminuíram de mil e 676 para mil e 471 ocorrências, com 31 detidos. Já os crimes sem arrombamento recuaram de 855 para 832, originando sete detenções.
Apesar da diminuição, a PSP mantém este fenómeno como uma prioridade, devido ao impacto na segurança e na privacidade das vítimas, e deixa vários conselhos à população.
Ao sair de casa, deve fechar e trancar corretamente a porta e confirmar que os acessos ao prédio e às garagens ficam devidamente fechados. A polícia recomenda também atenção a marcas, símbolos ou fitas colocadas junto às entradas das habitações, devendo qualquer situação suspeita ser comunicada à esquadra local.
Para transmitir a ideia de que a casa continua ocupada, pode manter alguma roupa estendida ou utilizar iluminação de presença. A PSP aconselha ainda a não divulgar nas redes sociais as rotinas ou períodos de ausência, a evitar guardar grandes quantias em dinheiro e a manter joias em cofres.
"Anote dados sobre pessoas ou veículos suspeitos que detete na sua rua e transmita essas informações às autoridades policiais", apela a força de segurança.





















