Um estudo liderado pelo Politécnico de Leiria revelou que a realidade virtual pode motivar os alunos durante as aulas de educação física. O projeto Virtual Reality Sports Interaction Between European Schools (VIBES) envolveu mais de 420 alunos do ensino secundário da Bélgica, Itália, Chipre e Portugal, durante 30 meses. Os principais fatores a favor deste método envolvem a diminuição do desconforto e do sentimento de exclusão.

Durante o período de estudo, foram avaliadas aulas com recurso à realidade virtual para se perceber de que forma pode a tecnologia transformar o modo como os jovens aprendem e vivem a Educação Física. José Amoroso, um dos coordenadores do projeto, referiu à Lusa que “os alunos responderam de forma extremamente positiva às experiências desenvolvidas”, salientando os “níveis elevados de diversão e prazer associados às atividades”, fazendo as inseguranças e ansiedades desaparecerem ao longo da aula. "Aqueles jovens que não se sentem confortáveis em realizar algumas atividades conseguem estar ali dez minutos imersivos numa aula quase de ‘body combat’ e têm algo muito bom para o fazer”, constatou.

Os resultados revelam que a implementação da realidade virtual no contexto da disciplina de Educação Física é “uma forma de aumentar a prática da atividade física”. Contudo, não pretendem "substituir as outras modalidades”, mas “acrescentar uma vertente inovadora e algo a que os jovens têm realmente acesso e que vai ter muito potencial”.

Os resultados foram apresentados num encontro realizado no Centro Universitário Desportivo Unipa, em Palermo, Itália, nos dias 14 e 15. Em Portugal, participaram as escolas secundárias Francisco Rodrigues Lobo e Afonso Lopes Vieira, em Leiria, e o Agrupamento de Escolas da Batalha.