A contestação estudantil vai chegar às ruas de Portugal. Luís Montenegro vai acabar com o congelamento das propinas no ensino superior e a decisão está a provocar uma onda de indignação entre os estudantes, que já marcaram uma manifestação contra a medida, numa altura em que os protestos também agitam outros países europeus: 21 de outubro, uma quarta-feira, às 17:00, junto à sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa.
A proposta do Orçamento do Estado para 2027 prevê que o teto máximo das propinas, congelado nos 697 euros desde o ano letivo de 2020/2021, passe a ser atualizado em função da inflação de 2026, excluindo a habitação. A alteração abrange licenciaturas, cursos técnicos superiores profissionais e determinados mestrados.
A Federação Académica de Lisboa está entre as vozes críticas. O presidente, Pedro Neto Monteiro, reconhece que o aumento poderá ser reduzido, mas alerta para as consequências nos orçamentos das famílias portuguesas, já pressionadas pelo custo de vida. A contestação poderá ganhar dimensão nacional, com outras associações académicas a ponderarem juntar-se aos protestos.
O Governo AD já tinha tentado descongelar as propinas no Orçamento para 2026, mas a oposição travou a intenção, através de uma proposta apresentada pelo PS.
Agora, Montenegro volta à carga e enfrenta a resistência dos estudantes, num contexto europeu marcado por manifestações juvenis em defesa da educação e contra medidas governamentais.

















