Depois de uma longa carreira no jornalismo, Judite de Sousa estreia-se na ficção com 'Morte no Sena', um thriller policial editado pela Planeta que cruza crime, paixão e os interesses obscuros por detrás dos conflitos internacionais. Em declarações exclusivas ao 24Horas, a antiga diretora de Informação da RTP e da TVI revelou os bastidores da obra.
A história começa em Paris, onde Estefânia Morais Rochefort, médica dos Médicos Sem Fronteiras, é encontrada morta junto à Ponte dos Inválidos, na margem direita do Sena. Durante 20 anos, a vítima trabalhou em alguns dos cenários de guerra mais perigosos do planeta, incluindo a República Democrática do Congo, território marcado pela exploração dos chamados 'minerais de sangue'.
"Pretendi que o livro tivesse uma dimensão internacional que abordasse os interesses ocultos por detrás das guerras que o mundo prefere não ver", começou por explicar Judite de Sousa ao 24Horas.
A investigação fica a cargo de Maurice Chevalier, inspetor da Brigada Criminal de Paris. Quatro homens tornam-se suspeitos: o marido, de quem Estefânia se afastara; o amante, interessado no seu trabalho; um amigo e confidente; e um influente diplomata, que nunca desistiu de a conquistar.
"Durante o livro, quis que o leitor pensasse que se trataria de um crime passional", revelou-nos a autora, lançando a pergunta central: "O que realmente esconde a morte desta médica?"
Judite de Sousa confessou também que a escrita desta obra a surpreendeu: "É um livro que escrevi com grande entusiasmo, sem saber como é que a narrativa se iria desenvolver. A dada altura, senti que era o livro que me estava a conduzir como autora."
A apresentação do primeiro romance de Judite Sousa, 'Morte no Sena', decorreu esta quinta-feira, dia 5, na sala Âmbito Cultural, do El Corte Inglés de Lisboa, repleta de gente anónima e de várias figuras públicas, como Luís Marques Mendes, Júlia Pinheiro, Vítor Gonçalves e Rita Rodrigues.


















