Um antigo dirigente do Sporting está entre os clientes que, segundo a acusação do Ministério Público (MP), tinham tratamento VIP no ‘Elefante Branco’, em Lisboa. O homem podia ligar antecipadamente para escolher a mulher com quem pretendia estar e reservar o quarto.
O caso faz parte do processo que tem 12 arguidos, entre os quais Luís Torres, proprietário do estabelecimento. De acordo com o MP, centenas de mulheres terão sido exploradas no espaço e numa pensão associada entre 2019 e 2025.
As escutas incluídas no processo mostram que o antigo dirigente contactava diretamente Luís Torres para fazer as reservas. Numa conversa de janeiro de 2024, pediu para voltar ao estabelecimento com uma mulher loira com quem tinha estado no dia anterior e indicou a hora a que pretendia chegar. O proprietário terá garantido que faria a reserva e que disponibilizaria o quarto preferido do cliente.
O ex-dirigente do Sporting foi entretanto chamado como testemunha de acusação. Quando foi ouvido, negou ter mantido relações sexuais com mulheres que trabalhavam no estabelecimento, afirmando que apenas lhes pagava bebidas.
O homem confirmou que pedia quartos a Luís Torres, mas alegou que estes eram utilizados para encontros sexuais com mulheres que conhecia fora do ‘Elefante Branco’. O antigo dirigente chegou também a ser identificado durante ações de vigilância realizadas pela PSP.
Entre as testemunhas do processo encontra-se ainda um elemento da Unidade de Intervenção da PSP, próximo de um dos arguidos, que, segundo a acusação, fazia consumos no estabelecimento sem pagar.

















